quarta-feira, 25 de abril de 2012

Resoluções da V Assembleia Estadual da ANEL Pai D'Egua


Nos dias 21 e 22 de abril de 2012, na UEPA Campus I, em Belém a ANEL Pai d'Egua realizou sua V Assembleia Estadual. Confira abaixo as resoluções aprovadas:

Resoluções da V Assembleia Estadual da ANEL Pai  D’Égua.
Belém – 21 e 22 de Abril de 2012
GD – Meio Ambiente:
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua faça um estudo sobre matrizes energéticas e destino de seus dejetos.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua faça uma campanha contra projetos de construção desenfreada de hidroelétricas na região amazônica, sem responsabilidades social e ambiental.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua construa campanhas financeiras para trabalho de base no comité “Xingu Vivo para Sempre” em Altamira, no intuito de construir uma caravana para o “Xingu + 20” e a “Cúpula dos Povos”.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua mobilize uma campanha contra o Código Florestal de maneira incisiva.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua trabalhe ações de conscientização ambiental como: redução do uso de material descartável, coleta seletiva e outras ações.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua aprofunde o debate sobre monoculturas, tendo como base o estudo da agroecologia, que deverá ser aprofundado nos próximos fóruns da entidade.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua crie grupos de discussão e debates nas universidades e escolas para o aprofundamento do debate não só do meio ambiente como de outros temas.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua construa nas entidades o debate sobre “desenvolvimento sustentável”.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua apoie a luta dos estudantes da UFRA contra o assoreamento da estação de psicultura no campus de castanhal.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua apoie as lutas dos camponeses que resiste ao avanço do monocultivo do dendê.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua lance a campanha estadual do “Veta Dilma”, com intuito de aprofundar as discussões sobre o novo código florestal.
GD – Educação
- Tendo em vista os cinco anos do REUNI e a necessidade de reafirmar a luta por mais investimentos na educação, bem como a “campanha pelos 10% do PIB para a educação publica JÁ!”, a V Assembleia Estadual da ANEL Pai D’Égua resolve:
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua construa uma jornada de luta contra a precarização da educação, no sentido de garantir a não divisão dos cursos em bacharelado e licenciatura, evidenciando que esta divisão segue a lógica do capital de dividir os trabalhadores.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua resgate a campanha contra a interiorização desenfreada, exigindo uma expansão com qualidade com aplicação dos 10% do PIB na educação publica já!
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua construa uma campanha para Estruturação imediata dos cursos e revisão dos “desenhos curriculares”, com fim de garantir um aprendizado pedagógico de qualidade.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua intensifique as campanhas da ANEL nos interiores, garantido assim sua estadualização.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua construa uma campanha para a obrigatoriedade da educação inclusiva (libras, braile, etc.) na formação de educadores e profissionais da saúde.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua realize Seminários de Combate as Opressões nos diversos espaços de atuação da ANEL, tal como foi o primeiro Seminário de Combate as Opressões no CCSE.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua garanta as discussões a cerca da implementação do ENEM na UEPA, na capital e interiores, reafirmando a campanha nacional da ANEL contra o ENEM como forma de acesso a universidade.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua aprofunde a discussão sobre a ineficiência do ensino modular, lutando pela abertura de concurso publico para a efetivação de mais professores, garantindo assim um menor intervalo entre as disciplinas e um maior contato entre alunos e professores.
GD – Saúde
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua organize mais espaços de debate sobre saúde.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua continue a luta e o debate sobre as drogas e o aborto no sentido de serem vistas como caso de saúde publica.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua promova mais debates sobre a reformulação da atuação medica (ato medico).
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua mobilize uma campanha contra as privatizações dos hospitais universitários.
 
Mesa – Combate às Opressões:
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua faça a discussão e incentivo para a criação de Coordenações ou Diretorias de combate as Opressões nos Centros e Diretórios Acadêmicos e Grêmios Estudantis.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua promova o lançamento da cartilha LGBT, nas demais entidades estudantis que atua, a exemplo do: CASS, DAP, DATUC, Coletivo Estudantil “Nada SerÁ Como Antes – UEPA CCSE”.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua realize a 1ª Marcha Universitária do Orgulho LGBT.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua construa com o MML, a campanha por creches públicas nas Universidades.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua fortaleça mais debates sobre cotas raciais.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua defenda um Estado laico onde seja respeitada toda diversidade religiosa.
·         Que a CEE ANEL Pai D’Égua construa uma campanha de Combate ao Assédio Moral e Sexual nas Escolas e Universidades.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Programação do VI Congresso Universitário de Santarém



Começam hoje, dia 23/04, as inscrições para o VI Congresso Universitário de Santarém, que ocorrerá no IESPES, nos dias 17, 18 e 19 de maio de 2012. A taxa para participantes é de R$ 5,00, com direito a certificado de 40 horas. Os delegados, eleitos em suas respectivas turmas, terão direito a inscrição gratuita.
Confira a PROGRAMAÇÃO do Congresso:

DIA 17/05/2012 (QUINTA-FEIRA)
9h – Início do credenciamento
14h - Mesa de abertura
14h30min – Painel 1 – A educação superior no Brasil: desafios e perspectivas
Debatedores: Adilson Siqueira (Docente da Universidade Federal de Rondônia - UNIR), Representante do ANDES-SN (a confirmar) e Regina Teodósio (Professora do CEULS/ULBRA).
16h30min – Grupos de Discussão (GD´s)
19h – Painel 2 – Sociedade e Meio Ambiente: por uma Amazônia soberana e sustentável
Debatedores: Anderson Castro (Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre), João Tapajós (Conselho Indígena Tapajós Arapiuns – CITA) e Representante do FAOR (a confirmar).
21h – Programação cultural
DIA 18/05/2012 (SEXTA-FEIRA)
9h – Oficinas temáticas (temas a serem divulgados)
14h – Painel 3 – Juventude e movimento estudantil
Debatedores: Thiago Aguiar (Estudante da USP e Diretor da UNE-Oposição) e representantes do Diretório Central dos Estudantes do IESPES e da UFOPA.
16h – Grupos de Discussão (GD´s)
19h – Painel 4 – Os desafios de Santarém como uma cidade universitária
Debatedores: Representante da UES, representante do SINTEPP, representante da Direção do IESPES e representante da Prefeitura de Santarém (a confirmar).
21h – Programação cultural

DIA 19/05/2012 (SÁBADO)
9h – Início da Plenária Final do Congresso
12h – Almoço
14h – Continuação da Plenária Final; eleição da nova diretoria da UES.
20h – Festa de encerramento do Congresso
OBS.: A programação do Congresso está sujeita a alterações de acordo com a disponibilidade dos palestrantes.
Para realizar a sua inscrição, basta comparecer à sede da UES [Trav. Turiano Meira, nº 187, altos, Centro], no turno da manhã entre 9h e 13h, ou no turno da tarde, entre 14:30h e 17:30h.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Programação: V Assembléia Estadual ANEL Pai D’Égua



Sábado 21/04

9h ás 12
Marcha Nacional Contra a Corrupção - Dia do BASTA
Concentração: Praça da República 9h - passeata até a ALEPA
12h ás 14h - Almoço e Credenciamento.
14h às 15h - Mesa de Abertura
(Saúde, Educação, Meio Ambiente, Congresso CSP - Conlutas)
15h às 16h - GD’s:
 1 - Educação
 2 - Saúde
 3 - Meio Ambiente
 4 - CSP - Conlutas
16h às 17:30h - Mesa Opressões
(Machismo, Racismo, Homofobia, Indígenas, Religião, Pessoas com deficiências)
17:30 às 19h - GD’s
 1 - Machismo
 2 - Racismo
 3 - Homofobia
 4 - Indígenas
 5 - Religião
 6 - Pessoas com deficiências
19h ás 20h - Jantar
20h às 23:30h - Cultural
 
Domingo 22/04
 
7h às 8h - Café da Manhã
8h ás 10h - Organização da Executiva
10h às 12h - Plenária Final
 
Inscrição RS 5,00

segunda-feira, 16 de abril de 2012

VI CONGRESSO UNIVERSITÁRIO DE SANTARÉM





Ocorrerá nos dias 17, 18 e 19 de maio de 2012 o VI Congresso Universitário de Santarém, principal fórum deliberativo da UES, que reunirá, nas dependências do IESPES, acadêmicos de todas as instituições de ensino superior do nosso município. O tema central do Congresso será "Universidade e Sociedade: os desafios da educação superior na Amazônia". PARTICIPE!

# Confira os documentos referentes ao Congresso:



sexta-feira, 13 de abril de 2012

TODO APOIO AS MOBILIZAÇÕES ESTUDANTIS DA UEPA

Há pelo menos dois meses vivemos um episódio pronunciado: a interdição de parte das instalações do Campus da UEPA em Santarém, o popular “prédio azul”. Na tarde desta quinta-feira, dia 12 de abril, mais de 100 estudantes da Universidade do Estado do Pará foram às ruas de Santarém para fazer o primeiro protesto estudantil da história deste campus. O cerne das reivindicações era sobre a atual situação estrutural da instituição, o corte de verbas para a UEPA em todo estado e também a questão dos transportes coletivos que não estão à disposição dos discentes da Universidade, pois como sabemos os problemas ultrapassam os muros da Universidade.
Aproveitando da “presença” da Reitora, Marília Xavier, que sabendo do ato tratou de ir para o campus de Altamira, deixando apenas a pró-reitora de Extensão, Mariane Franco, que leu uma nota da REItoria que não acalmou os ânimos dos discentes, os acadêmicos de todos os cursos – Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Música e Educação Física – deram um grande exemplo de unidade e organização, reivindicando publicamente melhorias nas condições de ensino-aprendizagem da UEPA.
Precisamos entender que estas reivindicações se chocam diretamente com as atuais administrações do Estado. Primeiro com o Governador Simão Jatene (PSDB), que apesar de usar o “Prédio Azul” para sua campanha, demostra um total descaso com os estudantes do campus de Santarém. Logo em seguida, as reivindicações por ônibus para os estudantes que têm a ver com atual gestão municipal. A Prefeita Maria do Carmo (PT), junto dos donos das empresas de transportes, prefere simplesmente esquecer que existem estudantes naquela instituição e não organiza a passagem de transporte coletivo em frente ao campus.
A principal pauta discutida no ato público foi a situação do “Prédio Azul”, interditado pelo Corpo de Bombeiros no dia 17 de fevereiro. Este oferece sérios riscos à segurança dos estudantes, professores e funcionários. Após quase dois meses da interdição, sequer foi iniciada a reforma do prédio, o que gera inúmeros transtornos à comunidade acadêmica. Enquanto isto o governo do estado prefere alugar o espaço de uma instituição privada de ensino superior, que alugou parte da sua estrutura para a UEPA por um preço de R$ 25 mil reais por mês.
Para Divana Maia, estudante do curso de Enfermagem e representante do Centro Acadêmico do curso: "a culpa dos estudantes da UEPA não possuírem a mínima estrutura para realizar suas atividades é da falta repasses do governador do estado, Jatene que é do PSDB e da reitora que foi indicada por ele e que faz uma péssima gestão dos recursos financeiros, que já são poucos. Não podemos permitir que se faça o aluguel de outra estrutura física para nossas aulas ainda mais sendo de uma universidade privada. Esse dinheiro faz falta na Universidade e poderia está sendo investido nela”! Conclui.
Diante de tal situação, os estudantes se concentraram em frente à UEPA a partir das 14h; por volta das 15h, saíram em passeata pelas ruas próximas da Universidade, fechando por alguns minutos pontos de grande tráfego de veículos da cidade. Nas falas, os manifestantes chamavam atenção para a situação da UEPA e para a necessidade de maior atenção do Governador Simão Jatene ao ensino superior em Santarém. A ANEL Santarém esteve - e estará - presente no ato, dando total apoio à mobilização dos acadêmicos da UEPA.
Novos ventos sopram para o Movimento Estudantil da UEPA, com inicio no dia 12 de abril de 2012, assim podemos considerar um dia histórico para os estudantis em Santarém. Os acadêmicos da UEPA deram um grande recado ao Governo do Estado, à Reitoria da instituição e a Prefeita. Isso tudo ao som de “A UEPA somos nós, queremos vez e voz!”. Sem duvida, um marco no campus. O próximo passo é a mobilização permanente dos estudantis até que as reivindicações por melhorias sejam conquistadas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Semana dos Povos Indígenas em Santarém terá debates, filmes e homenagem ao Procurador Felício Pontes


Foto © Rebecca Sommer
Ocorre entre os dias 09 a 13 de abril a Semana dos Povos Indígenas em Santarém organizada pelo Conselho Indígena Tapajós-Arapiuns, Grupo de Consciência Indígena e Instituto de Ciências da Sociedade da Universidade Federal do Oeste do Pará.

A Semana dos Povos Indígenas tem como objetivos chamar a atenção da sociedade e das autoridades sobre a realidade dos povos indígenas, suas reivindicações e a sua diversidade cultural, tirando-os da invisibilidade política. Visa também proporcionar à comunidade acadêmica um contato mais próximo com os indígenas da região oeste do Pará e de outras regiões; favorecer o encontro dos próprios indígenas entre si.

A programação inclui apresentações culturais, debates e mostras de filmes ligados à temática.

Logo no primeiro dia, 09 de abril, segunda-feira, após o ritual de abertura, ocorre a entrega do título de “Cidadão Santareno” ao Procurador Felício Pontes Júnior e ao Padre José Boeing. O procurador, reconhecido defensor dos povos tradicionais da Amazônia, ministrará a Conferência de Abertura da Semana com a palestra: "A luta contra as hidrelétricas na Bacia do Tapajós”.

Veja a programação completa da Semana dos Povos Indígenas em Santarém 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Repúdio ao Manual de Sobrevivência do Partido Democrático Universitário (PDU)


A ANEL repudia o manual do calouro de conteúdo machista elaborado pelo Partido democrático Universitário (PDU), grupo atuante no curso de Direito da UFPR. A nota abaixo foi escrita pelo Grupo de Gênero, também do curso de Direito da UFPR. E lembramos que em 2010 igualmente houve repercussão na imprensa do dito manual, que na época foi acusado de ter linguagem imprópria.

Nós concordamos com o conteúdo desta nota contra o machismo e o incentivo ao estupro, pois é coerente com a luta encampada por nossa entidade contra as opressões, incluindo o machismo, o racismo e a homofobia. Nacionalmente a ANEL constrói o Movimento Mulheres em Luta (MML), que une as estudantes às trabalhadoras na luta contra a opressão e a exploração.

Nota de repúdio ao Manual de Sobrevivência do PDU

 Grupo de Gênero (Direito/UFPR)

O Manual publicado pelo Partido Democrático Universitário – em sua capa estampado: “Como cagar em cima dos humanos em 12 lições” – pretende abordar de forma bem humorada o cotidiano da Faculdade de Direito da UFPR. Porém, ao escrever tal manual, o que esses veteranos e veteranas fizeram foi evidenciar a cotidiana opressão machista.

As "piadas" provocativas, quando colocadas no contexto das relações sociais das quais elas derivam, representam tentativas de legitimação de opressões e violências reais que ocorrem todos os dias contra as mulheres. Segundo o manual:

“(...) No primeiro ano você é calouro de todos os anos, é o centro das atenções da faculdade (na verdade o “segundo centro”, pois o primeiro são as calouras)(...).” (p.1)

“A garota foi com você ao quarto, prometendo mundos e fundos (principalmente fundos), mas o máximo que você conseguiu foi um beijo: Código Civil, art.233- obrigação de dar: 'A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados (...)'”.

“Ela prometeu e não cumpriu. Disse 'vamos com calma': art. 252,§ 1º Código Civil: 'Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra'. Ela vai ter que dar tudo de uma vez!" (p.7)

A mulher, colocada em destaque no primeiro trecho, ocupa essa posição não como um sujeito, mas sim como um objeto sexual, como se pode depreender dos trechos seguintes. Sua subjetividade está reduzida ao plano do direito obrigacional, da coisa que será manuseada. Em suma, a posição da mulher, como colocada na relação jurídica obrigacional, é a de servir, independentemente de sua vontade. Esta é uma concepção reiterada histórica, cultural e ideologicamente por uma sociedade que permanece estruturalmente machista. O manual em questão, que reitera a perspectiva de domínio masculino sobre a mulher, é claramente uma prática agressiva e atentatória à dignidade feminina. Mais ainda: é crime, à medida em que a obrigação de “DAR”, tudo de uma vez, independente da vontade, incita à prática de estupro.

A coisificação da mulher pelo manual a submete à condição de objeto de estupro, como se isto fosse natural – como se sua mera condição de mulher a encaixasse, de imediato, em prontos moldes. Talhada historicamente para servir à sociedade, conforme a conveniência: santa ou puta. Assim a questão se coloca: estar sempre a serviço dos homens – calouros, veteranos, maridos, pais.

“Se seu amigo prometeu a você arranjar aquela garota e não conseguiu, Código Civil, art.439: 'Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos, quando este não executar'”. (p.7)

Sendo assim, o leilão está aberto. Quem dá mais pela garota? Essa é a dita nos corredores desta universidade: mercantilização e exploração do corpo feminino. Segundo a lógica sistêmica do manual, temos a seguinte compreensão: se a menina não é bonita, se não segue os padrões de beleza, estuprá-la é dar-lhe oportunidade de tirar o atraso; se a menina sai de saia curta e é estuprada, não há problema, uma vez que ela “colabora” com o fato; se a menina, numa festa, bebe demais, estuprá-la é não mais que o direito do homem de receber diante da promessa de DAR. Assim como algum dia os Códigos regularam a aquisição de escravos, quer-se regular agora a exploração e estupro feminino na Universidade.

A ideia reproduzida por esta dominação masculina é de que não precisamos levar a sério o estupro e todos os atentados contra a livre sexualidade da mulher que permanecem frequentes em nossa sociedade. E, enquanto isso, no Brasil, a cada 12 segundos, uma mulher é estuprada, segundo dados do Conselho Estadual de Direitos da Mulher - RJ (e isso sem contar as cifras ocultas, daquelas muitas mulheres que têm vergonha e/ou medo de fazer a denúncia, sendo que menos de 10% dos casos de violência sexual chegam às delegacias de polícia). Ainda, segundo dados de 2004 da Anistia Internacional, 1 em cada 5 mulheres será vítima ou sofrerá uma tentativa de estupro até o fim de sua vida, e 1 em cada 3 já foi espancada, estuprada ou submetida a algum outro tipo de abuso. Os dados apontam ainda que a América Latina registra os mais altos índices de crimes sexuais. Estupro não é brincadeira, é real.

A mensagem do Manual é clara: quem manda é o HOMEM, a mulher é o objeto e não o sujeito, devendo assumir uma postura calada, de dependência e passividade. O Manual diz: a mulher não tem direito sobre seu corpo; deve, primeiro, atender e se submeter às expectativas sexuais dos homens. O que se diz no Manual, como piada, é que a mulher é o ser passivo (ou objeto) da relação obrigacional, perde sua autonomia, sua liberdade, sua capacidade para se autodeterminar, pensar, querer, sentir e agir.

As mulheres que assinam essa Nota dizem em resposta: “Nós, mulheres, não somos objetos sexuais. Nosso corpo é nosso pra escolher ter prazer quando queremos ter prazer. Temos autonomia sobre nossos corpos para dispor de nossa sexualidade como quisermos, e devemos ser respeitadas. Não somos os objetos de satisfação de prazer egoísta que a mídia impõe. Não viemos para servir a homens, veteranos, pdu's ou não”. Abaixo o manual machista!

NOTA DE APOIO À CHAPA "NÃO VOU ME ADAPTAR!" PARA AS ELEIÇÕES DO DCE LIVRE DA USP.




Nos próximos dias 27, 28 e 29 de março ocorrerão às eleições para o DCE - Livre da Universidade de São Paulo. A USP passa por uma ofensiva de privatização e repressão. A reitoria, profundamente ligada ao governo estadual, tem atacado fortemente o movimento dos trabalhadores, docentes e estudantes, numa tentativa de deturpar a luta por democracia e contra a presença da Polícia Militar no interior desta universidade.
Ao mesmo tempo, a cada dia o reitor João Grandino Rodas torna a USP uma das universidades mais antidemocráticas do país. A participação política da comunidade universitária e da sociedade na USP é mínima, sendo privilégio de poucos a determinação dos rumos da instituição. Nos últimos anos, este cenário se agrava, com o endurecimento da repressão e da perseguição política a aqueles que se movem com a ordem imposta.
Diante desses ataques, o movimento tem resistido. Os estudantes fizeram uma importante greve em 2011 e continuam sua luta em 2012. Contudo, uma forte polarização atinge o movimento e ameaça o caráter autônomo e combativo do DCE. Uma chapa captaneada por partidos de direita, a “Reação”, apoiada pelo governo, pela reitoria e a grande mídia, aparece com um discurso supostamente apolítico e apartidário para disputar as eleições da entidade, defendendo um programa privatista, meritocrático e repressivo para a universidade, aos moldes do projeto da reitoria. Um movimento que, por trás do discurso de neutralidade em relação a partidos políticos, na verdade busca manchar o histórico de independência e autonomia do DCE – Livre da USP em relação à reitoria e ao governo do estado, defendendo abertamente os interesses do Reitor Rodas (PSDB). Esta chapa tem como pretensão transformar o DCE em uma “secretaria estudantil da reitoria”. A chapa “Não Vou Me Adaptar!” acredita ser necessário derrotar essa concepção de movimento estudantil. Em 2012, para defender a democracia na USP, precisamos também de um DCE verdadeiramente ao lado dos estudantes!
Por tudo isto, nós, do DCE Universidade Federal do Oeste do Pará, acreditamos que a luta dos estudantes deve continuar em 2012. Somente com os estudantes em movimento poderemos derrotar a reitoria, seu projeto elitista e de privatização da universidade e defender uma USP verdadeiramente democrática! Neste sentido, compreendemos também que a nossa luta por democracia e pela universidade pública, gratuita e democrática é a mesma luta dos estudantes da USP.
Precisamos organizar uma grande campanha no país, unificando estudantes, professores e todos os movimentos sociais. Esse é o objetivo da chapa Não vou me adaptar! Por isso, declaramos nosso apoio a esta chapa nas próximas eleições do DCE – Livre da USP.
Santarém, Pará, 27 de março de 2012.
Diretório Central dos Estudantes da UFOPA – DCE CABANO “Gestão “Amanhã Vai Ser o Outro Dia”

terça-feira, 6 de março de 2012

Todo apoio à paralisação dos docentes da UFOPA!!

Os docentes da Universidade Federal do Oeste do Pará - UFOPA - reunidos em Assembleia Geral decidiram entrar em Estado de Greve com paralisação de todas as atividades acadêmicas nos dias 12 e 13 de março. Nessas datas, a categoria se reunirá novamente para discutir, dentre outros temas, as precárias condições do trabalho docente na instituição e a minuta do Estatuto da UFOPA.


Ainda na assembleia foram escolhidos 18 (dezoito) delegados titulares e 3 (três) suplentes que representarão a categoria docente no Congresso Estatuinte que acontecerá em Abril/2012. Os demais delegados titulares/suplentes serão escolhidos na assembléia geral que encerrará as atividades do dia 13/03.

Desde já, a diretoria do SINDUFOPA e os docentes da UFOPA convidam toda comunidade acadêmica para participarem das atividades da paralisação, bem como dessa luta coletiva e continua pela democratização da nossa universidade e por melhores condições de trabalho e ensino.


Fonte: Diretoria do SINDUFOPA


A ANEL Santarém estará lá, e chama a todos os estudantes da UFOPA para fazerem parte desse importante momento de luta, junto com os trabalhadores e trabalhadoras, em defesa da educação de qualidade!!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Nota da Anel-Santarém aos calouros da Ufopa


Primeiramente, a Assembleia Nacional de Estudantes - Livre! (Anel) PARABENIZA cada um dos calouros da UFOPA pela grande conquista que é ser classificado em uma universidade pública, sabemos como é árduo o percurso, tendo em vista que menos de 10% da população tem acesso à educação superior pública.

Compreendemos que é direito de todo cidadão o acesso à educação pública e de qualidade. Infelizmente, o governo promove cada vez mais cortes em seu orçamento e procura baratear o ensino superior público, prejudicando-o com programas como o REUNI (Reestruturação da Universidade Pública), ao mesmo tempo em que gasta TRÊS vezes mais com um estudante na educação privada através do PROUNI (Programa Universidade para Todos) do que gastaria com um estudante na educação pública. Por conta disso, uma das principais reivindicações da ANEL é a de que o governo destine 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ!

Na UFOPA, os reflexos de tais políticas são visíveis. Uma das principais lutas que temos hoje se conecta com o polêmico modelo acadêmico que está sendo implantado sem discussão no âmbito da comunidade acadêmica, pois prejudica o ensino tornando-o superficial e genérico, além de trazer para dentro da Universidade a competição desenfreada através de diversos outros “vestibulares internos”, com vagas limitadas.

Não temos R.U. (RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO) ou ALOJAMENTO ESTUDANTIL; nossas bibliotecas são pobres em livros, que dirá em literatura atualizada. O que gera indignação é ver que o Reitor Pro Tempore SEIXAS LOURENÇO não pensou duas vezes e logo no primeiro ano comprou um carro FORD FUSION com o dinheiro público, enquanto que depois de dois anos sequer um tijolo do R.U. ou do ALOJAMENTO ESTUDANTIL foi levantado, e continuamos esperando os prometidos livros novos chegarem em nossas mãos.

A democracia está sendo amplamente cerceada em nossa Universidade, com perseguições e ameaças veladas contra os que se propõem a discutir os rumos da UFOPA. A reitoria, procurando alcançar uma legitimidade que não possui, construiu um Conselho Universitário (CONSUN) FANTOCHE, no qual ela sempre tem mais votos, com apenas 15% de representatividade para os estudantes. Vale ressaltar que as eleições que tentaram legitimar esse CONSUN tiveram participação maciça dos estudantes, que REJEITARAM o CONSUN FANTOCHE através de 75% de votos nulos! Atualmente a porção da comunidade acadêmica formada por estudantes, professores e técnicos-administrativos de luta está engajada na construção do primeiro CONGRESSO ESTATUINTE, que definira o ESTATUTO da UFOPA.

O papel da ANEL, tanto em âmbito nacional como local, é lutar por uma educação pública para todos e de qualidade, estando portanto engajada na luta por, dentre várias outras demandas: DEMOCRACIA na UFOPA, por um modelo acadêmico que seja construído pela comunidade acadêmica, por ensino, pesquisa e extensão de qualidade.

Amanhã, 28/02/2012, no Campus Tapajós, a partir das 18:00 horas, realizaremos uma mesa de discussões sobre os rumos da UFOPA, com a participação de professores e técnicos-administrativos. Venha participar e conhecer a ANEL!

ALGUNS DOS ESTUDANTES QUE CONSTRÕEM A ANEL:
Mel (91234175); Ingo (91958036); Hudson (91392447); Tom (91980699); Renato (81247053); Carla (91226109).


COMITÊ EXECUTIVO MUNICIPAL DA ANEL

domingo, 27 de novembro de 2011

Greve de operários e Mobilização Indígena em Altamira: Belo Monte não passará!

Mais protestos em Altamira: Norte Energia ignora indígenas e operários de Belo Monte



A empresa Norte Energia S.A. (NESA), que comanda o consórcio responsável pela construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, está colhendo a tempestade depois de semear o vento por Altamira.

Além das ações judiciais em curso, das lutas dos movimentos locais e da grande repercussão dos vídeos e petição do Movimento Gota D’Água, é a vez de indígenas e operários voltarem às suas iras para o conglomerado de construtoras e empresas sócias.

Na semana passada, lideranças indígenas em reunião com a Fundação Nacional do Índio chegaram a marcar para esta sexta-feira, 25 de novembro, uma reunião para debater mais uma vez o não cumprimento de condicionantes previstas no processo de licenciamento ambiental da hidrelétrica. O presidente da NESA, Carlos Nascimento, não só não compareceu na reunião como mandou avisar que lá não poria os pés tão cedo.

Resultado: a toda hora estão chegando em Altamira grupos indígenas vindos de todo o Xingu para um protesto que deverá acontecer na semana que vem. As primeiras notícias dão conta que os indígenas pretendem ficar na cidade até o comparecimento do presidente da NESA.

Veja abaixo a convocação para os protestos:

Ao mesmo tempo, chegam notícias que operários de um dos canteiros de obras iniciaram uma greve contra as péssimas condições de trabalho. Vários trabalhadores estariam com infecção intestinal e sem atendimento médico. Na semana passada, houve a demissão coletiva de vários trabalhadores que exigiam direitos. (Veja em Operários são demitidos de Belo Monte e escoltados a Anapu para evitar denúncias).


Estariam parados mais de 2.000 operários




Belo Monte: Usina de destruição e morte! #PareBeloMonte

Fonte: Blog Lingua Ferina
Para saber mais visite o site do Movimento Xingu Vivo